domingo, 16 de junho de 2013

Situação de aprendizagem para o 6º ano

Leitura e análise do texto:  Avestruz
Objetivo: Trabalhar a leitura do texto e a interpretação

Antes da leitura
Para iniciar, o professor deve perguntar aos alunos se eles imaginam o que o texto vai falar. 
Em seguida, pedir uma leitura individual e silenciosa do texto.

Durante a leitura
Logo após isso, pode fazer um leitura compartilhada para melhor entendimento, seguida de perguntas para interpretação oral.

Depois da leitura

Copie e responda as questões abaixo:

1) Por que o menino escolheu como animal de estimação um avestruz?


2) Como o narrador convenceu o garoto a desistir do avestruz como bicho de estimação?


3)"Struthio Camelus australis" é o nome oficial do:
a)  (   )   urubu
b)  (   )  camelo
c)  (   )   avestruz
d)  (   )   gaivota


4) Na frase: "e me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem até os quarenta"...
O termo destacado se refere :

a) (   )  ao narrador
b) (   )  ao menino
c) (   )  a gaivota
d) (   ) ás avestruzes    

5)  O foco narrativo está em primeira pessoa. Retire do texto um trecho que comprove essa afirmação.

sábado, 15 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem –“Meu primeiro beijo” , Antonio Barreto

Público alvo 9º anos

Objetivo: debater o tema do primeiro beijo, fazer inferências no texto lido, localizar informações, intertextualidade.

Recursos: data show, rádio, folhas sulfites, dicionários, internet, cartolina (mural)

Antes da leitura

-Analise as imagens e comente:

















































- Letra de música

Um primeiro beijo Paula Toller

Um primeiro beijo
Se acontecesse
Se a gente se encontrasse
Como ia ser?
Como saber?
Antes de nos conhecer
Quiçá beijar
Pensar em beijo
Pra confessar
Nem ao menos sei seu nome
Nem ao menos sei seu nome

Mas foi só um sonho
Sem o lado avesso
De outros primeiros beijos
Foi tão romântico
Nós nos beijando no espelho

Nós nos beijando
Foi tão romântico
De outros primeiros beijos
Sem o avesso
Mas foi só um sonho
Nem ao menos sei seu nome
Nem ao menos sei seu nome

Pra confessar
Pensar em beijo
Quiçá beijar
Antes de nos conhecer
Como saber?
Como ia ser?
Se a gente se encontrasse
Se acontecesse
Um primeiro beijo



- Divisão da sala em grupos heterogêneos oportunizando que o aluno com menos dificuldade leia para o outro que tem mais dificuldade (leitura compartilhada / grupos produtivos).

- A partir do título : “Meu primeiro beijo”, responda:

. Que tipo de beijo teria sido dado? Quem teria beijado pela primeira vez?

. Quais seriam as sensações de alguém que vai beijar pela primeira vez?



Durante a leitura

- Grife no texto as palavras que você não conhece o significado, para depois procurá-las no dicionário.

- O que seria um menino com “cultura inútil”?

- Comente a frase “o tempo se esquece do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram... e foi ficando nisso”.








Meu Primeiro Beijo

Antonio Barreto

É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...

Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:

"Você é a glicose do meu metabolismo.

Te amo muito!

Paracelso"

E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.

No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:

- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? -Fiz cara de desentendida.

Mas ele continuou:

- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:

- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...

Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.

E de repetente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.

Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!

BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD,

1977. p. 134-6.

Depois da leitura

Reflita:

-Qual é a imagem que está mais de acordo com o que foi narrado no texto?

-O texto é narrado em primeira ou terceira pessoa? Justifique a resposta com trecho do texto.

-Quais são as sensações da narradora ao beijar pela primeira vez?

-A que gênero textual pertence esse texto? Justifique.

-Pesquise um poema, um conto, letra de música, e outras imagens em que tenham como tema o primeiro beijo. A partir do material selecionado será montado um mural na escola sobre o tema: “Meu primeiro beijo”.

Olá a todos!
Gostaria de deixar aqui meu depoimento sobre minhas primeiras impressões sobre leitura e escrita, espero que gostem!



A expectativa para o primeiro dia de aula fez com que o sono fugisse durante a noite, e de manhã, lá estava eu, de roupa e sapatos novos, acompanhada de meu tio, no portão da escola, que me pareceu imensa naquele primeiro momento.
Após meio tio conferir meu nome em uma das listas que ficavam expostas no pátio da escola, fui para a fila do primeiro ano juntamente com outras crianças que como eu, estavam curiosas e assustadas diante do novo.
Fomos recebidos pela nossa professora, Dona Carmelita, que nos conduziu à sala de aula através das "imensas" escadas, e de quem gostei muito desde o início. Ela logo percebeu que eu era canhota e escrevia "em espelho". Percebeu também minha dificuldade em lidar com a lateralidade, em identificar direito e esquerdo.
Dona Carmelita era uma educadora experiente, e usou uma estratégia simples, que me ajudou por muito tempo: na nossa sala de aula os vitrôs ficavam do lado esquerdo e a porta do lado direito, então ao invés de falar para eu começar a escrever do lado esquerdo, para que eu não me confundisse, ela falava "começe sempre do lado do vitrô" e pronto!!!!! Todos os meus problemas estavam resolvidos!
Nos anos seguintes, às vezes eu ainda tinha dúvida se estava começando do lado correto da folha, então me lembrava da Dona Carmelita e me transportava para aquela sala de aula do primeiro ano, pensando qual o lado do vitrô, e tudo se resolvia!
E resolvido o problema da lateralidade, comecei a gostar de escrever, caprichava no caderno de tarefa, incentivada por minha avó, que como eu, também era canhota, mas infelizmente, teve que aprender a escrever com a mão direita. Fazíamos a tarefa juntas e depois era hora do café, com pão de ló e leite quentinho, ou então krustelis. Ai que delícia!
Por tudo isso, minhas primeiras impressões de leitura e escrita foram muito boas, acompanhadas de lembranças deliciosas. Talvez seja por isso que amo tanto a leitura e a escrita...

sábado, 8 de junho de 2013

Olá, colegas!!!
Meu nome é Elaine A. Giati, moro na cidade de Bariri e trabalho na E.E. Edir Helen S. Faccioli, na cidade de Boraceia. Gosto muito do que faço e estou na rede desde 2002.
Sempre que posso levo coisas novas aos meus alunos. Conheço uma página do facebook chamada "Língua Portuguesa". Por ela, cheguei ao blog:
http://ceulinguaportuguesa.blogspot.com.br/

Aqui tem dicas bem bacanas sobre a nossa língua, com uma linguagem simples e bem diversificada. Ex.:


Espero que vocês gostem!
Abraços!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

ELAINE APARECIDA MARIANO SIMOES
Livros: Viagens e descobertas    
Há uma frase de Regina Shudo que diz: “O livro é como as asas de um pássaro a voar”. Acredito que o livro é realmente as asas de um pássaro, asas que dão liberdade e nos levam por lugares nunca andados e nos ajudam a descobrir sentimentos, repensar e reelaborar conhecimentos e saberes. O livro é uma porta de acesso ao mundo e a nós mesmos, uma janela para o mundo... Mais que isso: O livro é uma oportunidade, um tesouro de valor inimaginável.
Passei toda minha infância no Bom Jardim, sítio da família, subindo em árvores, nadando nos rios, brincando na grama após a chuva, me lambuzando de mangas e gabirovas. Rubem Alves diz que a pitanga é uma frutinha travessa, deve ser porque ele não conhece as gabirovas e amoras silvestres. Mas junto a toda essa riqueza eu possuía uma maior: a coleção de Monteiro Lobato, presente de umas primas do meu pai, seis irmãs professoras que viam, frequentemente, nos visitar, pois eram da cidade grande: Campinas.
Passava horas embaixo das jabuticabeiras saboreando e vivendo todas aquelas aventuras, juntamente com o Pedrinho, a Narizinho e toda turma. Logo depois descobri a série Vagalume, A ilha perdida, li e reli várias vezes.
Atualmente minha paixão é Fernando Pessoa e seus heterônimos, quanta sabedoria e sentimento em suas palavras. Também sou fã de Clarice Lispector, Homero, Machado de Assis.
Sinto-me realizada, pois além de aprender tanto com a leitura, tenho a oportunidade de despertar em meus alunos a curiosidade e instigá-los a buscar esse imenso mundo que é desvendado através dos livros.